Phalaenopsis

O segundo género de orquídeas mais cultivadas em Portugal é o das Phalaenopsis. São plantas epífitas, crescendo fixas nos ramos das árvores.


Phalaenopsis Mini Mark

(Diz-se FA – LÊ – NO – PSIS)

O segundo género de orquídeas mais cultivadas em Portugal é o das Phalaenopsis. São plantas epífitas, crescendo fixas nos ramos das árvores. Não são parasitas, servem-se das árvores somente como suporte para alcançarem a luz e alimentam-se das águas da chuva e nutrientes que escorrem pelos troncos e da humidade do ar. São originárias das florestas tropicais da Malásia, Filipinas, Nova Guiné, Bornéu e algumas partes do norte da Austrália. Ao contrário dos Cymbidium e muitas outras orquídeas de crescimento simpodial, não têm pseudobolbos. São constituídas por folhas largas e carnudas crescendo simétricas na vertical (crescimento monopodial) e por raízes muito grossas e cobertas também por uma camada de células esponjosas, de cor prateada, a que se dá o nome de ‘velame’. Assim, as raízes podem absorver rapidamente a água, nesta altura adquirem uma tonalidade verde. O velame também permite às raízes se colarem aos troncos e ramos das árvores.

Muitas Phalaenopsis, especialmente as espécies mais pequenas, são cultivadas fixas em troncos ou suportes (dizemos ‘montadas’). No entanto com as espécies e híbridos maiores não é prático termos em nossas casas troncos ou pedaços de cortiça para cultivarmos orquídeas. As plantas montadas são também mais difíceis de cultivar e transportar. Assim, estas orquídeas são cultivadas em pequenos vasos de plástico transparente para que as suas raízes aéreas possam apanhar alguma luz como lhes é conveniente e também nos permite observar as raízes e assim evitar regas desnecessárias que iriam provavelmente fragilizar as plantas. O substrato é muito poroso constituído essencialmente por casca de pinheiro ou outro material de tamanho médio (1-2 cm) para permitirmos às raízes o contacto com o ar de modo a manter uma boa drenagem e circulação de ar dentro do vaso. As temperaturas ideais variam entre os 18 e os 28 graus centígrados. Abaixo dos 16 graus, a planta começa a sofrer, assim como acima dos 32 graus, sofrendo de uma forte desidratação pois é difícil manter uma humidade entre 50-60% no ar. As regas devem ser abundantes mas curtas de modo a molhar as raízes mas a permitir que a água escorra rapidamente para fora do vaso que deve ter vários buracos no fundo. Tenham cuidado para não molhar as folhas, especialmente onde se juntam, formando um caule, para evitar que água acumulada nesse local origine o seu apodrecimento. Nos dias mais quentes devem borrifa-las levemente para evitar a desidratação. Nas axilas das folhas crescem as hastes florais de múltiplas flores com as habituais três sépalas + 2 pétalas + 1 labelo que caracteriza a família Orchidaceae, mas com um aspeto mais arredondado, lembrando asas de borboleta. Com estes cuidados, as Phalaenopsis devem ser sempre mantidas no interior, em casa ou numa estufa.

As Phalaenopsis eram, quando foram trazidas pela primeira vez para a europa, consideradas plantas muito difíceis. Hoje cultivam-se muito facilmente sendo uma das mais populares plantas de interior e a orquídea mais vendida em todo o mundo. A produção na Holanda direcionada ao mercado europeu e na Tailândia para o mercado asiático e norte-americano movimenta milhões de Phalaenopsis por ano, isto sem falar em valores monetários.

Phalaenopsis Brother Ambo Passion


Phalaenopsis Hibrido


Phalaenopsis vornu-cervi


Phalaenopsis cornu-cervi var. Chataladae


Phalaenopsis lobbii

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