O Género Vanda

Especialmente conhecidas pelo seu cultivo sem vaso ou substrato, as Vandas despertam a curiosidade de muitos. Mas terá você as condições necessárias para as cultivar?
A Orquídea Vanda mais conhecida é, de facto, a Vanda azul violácea, Vanda caerulea, mas as exigências do mercado ditaram que deveria existir uma paleta de cores mais vasta. Assim, hoje em dia, a variedade de Vandas à venda é enorme. Podemos encontrar plantas grandes com flores enormes e também outras de tamanhos menos intimidantes. As cores podem ir desde o branco até aos azuis, passando pelos amarelos, laranjas, vermelhos, rosas e púrpuras. Encontramos ainda flores de diversos matizes e também algumas flores de duas cores, com a sépala dorsal e pétalas de uma cor e as sépalas laterais e labelo com uma tonalidade acastanhada ou com sardas castanhas. Algumas são perfumadas. Hoje em dia já existem muitos híbridos de Vandas criados por produtores de orquídeas, especialmente na Ásia, de onde muitas espécies são originárias, e que vão ao encontro das necessidades do mercado, com flores muito diversificadas e plantas menos exigentes e mais fáceis de cuidar. A maior parte são Ascocendas, híbridos de Ascocentrum com Vandas, mas praticamente todas são vendidas como Vandas. Assim, quando aqui falo em Vandas, estou a generalizar nos muitos híbridos das orquídeas desta aliança.

São originárias da Ásia, podendo ser encontradas nos Himalaias, na Índia, e também no Sul da China, na Indonésia, nas Filipinas, Nova Guiné e no norte da Austrália.

As Vandas são das orquídeas que precisam de mais luz. Podem até receber algum sol direto, especialmente de manhã ou à tarde, quando o sol não é tão forte e não corremos o risco de queimar as folhas. As temperaturas ideais para cultivar as Vandas são entre os 18 e os 35ºC. As Vandas não resistem ao frio intenso e prolongado e aí há que ter bastante cuidado. Também a nível da humidade têm algumas exigências. O ideal, cerca de 80%. Nunca inferior a 70% e em locais com boa e constante circulação de ar.

São plantas essencialmente epífitas. Crescem agarradas a troncos de árvores que lhes servem de suporte e de apoio para chegar mais perto da luz. Têm raízes grossas e aéreas, cobertas de células esponjosas, que lhes permitem absorver rapidamente a água da chuva e mesmo a humidade do ar. São vendidas em cestos de plástico ou de ripas de madeira, de modo a conseguirmos um bom arejamento das raízes. Recentemente apareceram Vandas à venda em jarras de vidro, o que torna mais prático o transporte da planta, no entanto, e pela falta de circulação de ar e facilidade de acumulação de água nas raízes, não devem ser mantidas nesses ou em quaisquer outros recipientes.

As Vandas devem ser penduradas, num cesto com um substrato grosso (casca de pinheiro ou carvão vegetal) cuja finalidade é mais manter a planta direita do que fornecer algum alimento à planta. Podem também estar somente penduradas, sem qualquer substrato. Para muitos cultivadores esse método tem sido mesmo o que ofereceu melhores resultados. Nos dias mais quentes as regas devem ser diárias e as fertilizações frequentes.

As flores brotam nas axilas das folhas e têm a duração média de um mês. 

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